A pior fase da crise americana que começou em 2008 terminou, agora as fusões e aquisições entre empresas dentro e fora dos Estados Unidos voltaram a aparecer.
No Brasil, de acordo com a PricewaterhouseCoopers, 303 negociações foram feitas de janeiro a maio deste ano. Um número 43% maior que o do ano passado, record dos últimos sete anos. Toda esta movimentação parece ser apenas um bom começo. Com o mercado aquecido e previsões positivas para o BRIC a médio e longo prazo, devemos ver mais novidades em breve.
Quando essas movimentações entre as empresas acontecem, pessoas de diferentes culturas e processos de trabalho passam a dividir o mesmo espaço e mesmos projetos. Estas diversidades podem ser muito enriquecedoras, mas mudanças sempres são complicadas e é preciso estar atento para se evitar um ambiente com data marcada para implodir.
Os prossifionais frente à essas mudanças
Como bem comentou Vincent Baron “… as sinergias dependem muito do processo de integração planejado. Muitas vezes, o que foi estimado no processo de negociação diverge do que acontece na prática.” – aí pode ser o início de alguns problemas para a empresa.
Mas quando falamos de empresas, falamos de pessoas. Pessoas trabalhando juntas, articuladas, somando inteligências e dividindo experiências. Como é então que o profissional inserido nessas mudanças precisa se comportar para sobreviver às transformações na alta cúpula das organizações e gerar produtividade para ele e para o grupo? Qual é o perfil deste profissional do futuro?
Como diz Michel Hammer do MIT: “O segredo do sucesso não é prever o futuro. É preparar-se para um futuro que não pode ser previsto.” Edson Rodriguez vice-presidente da Thomas Brasil cita algumas características que as empresas têm buscado nestes profissionais que sobrevivem às fusões:
1. Auto Gerenciamento 5. Educação Contínua
2. Comunicação Múltipla 6. Domínio da Tecnologia
3. Negociação 7. Foco nos Resultados
4. Adaptabilidade
Perfil do profissional digital que resiste às mudanças
E quanto a área digital, como é o perfil do profissional alinhado a essas mudanças corporativas?
Um profissional de Mídia Social teoricamente não nasce nos cursos de graduação, ele nasce da integração online, do network virtual e da paixão por se comunicar através da web.
Felipe de Morais autor do livro Planejamento Estratégico Digital comenta algumas características do profissional que resiste em qualquer ambiente corporativo: “… são eternos insatisfeitos com os resultados. Sabem que podem conseguir sempre mais. E buscam isso.”
Na área de comunicação corporativa, por exemplo, muitos defendem a ideia de que os profissionais de comunicação nas empresas e agências vão deixar de fazer jornalismo corporativo e estarão mais preocupados com estratégia. Neste caso a geração de conteúdo e informação será feita pelos demais funcionários da empresa.
Mas aí surge um detalhe – A carreira de analista de mídias sociais está em alta, e existem muitos aventureiros deslumbrados com a chance de passar o dia nas redes sociais, dizendo ter o perfil do profissional de comunicação digital. O que este profissional precisa para sobreviver às mudanças culturais na empresa e continuar fazendo sua carreira? Como ser estratégico?
Gosto muito da forma como André de Abreu coloca as competências do profissional 2.0, seja ele analista, planner, conteúdo, ou etc.
Acho que os profissionais digitais precisam saber o mínimo de cada uma das competências e áreas de conhecimento acima sim, porém as agências e empresas que se envolvem na web 2.0 necessitam de ter também um outro profissional de qualidade de cada uma destas áreas a disposição. Caso contrário vai existir um bando de gente, tentando fazer um monte de coisa e no final, pouco disso será feito com qualidade.



Comentários