Culturas, negócios e o profissional digital

30 06 2010

A pior fase da crise americana que começou em 2008 terminou, agora as fusões e aquisições entre empresas dentro e fora dos Estados Unidos voltaram a aparecer.

No Brasil, de acordo com a PricewaterhouseCoopers, 303 negociações foram feitas de janeiro a maio deste ano.  Um número 43% maior que o do ano passado, record dos últimos sete anos. Toda esta movimentação parece ser apenas um bom começo. Com o mercado aquecido e previsões positivas para o BRIC a médio e longo prazo, devemos ver mais novidades em breve.

Quando essas movimentações entre as empresas acontecem, pessoas de diferentes culturas e processos de trabalho passam a dividir o mesmo espaço e mesmos projetos. Estas diversidades podem ser muito enriquecedoras, mas mudanças sempres são complicadas e é preciso estar atento para se evitar um ambiente com data marcada para implodir.

Os prossifionais frente à essas mudanças

Como bem comentou Vincent Baron “… as sinergias dependem muito do processo de integração planejado. Muitas vezes, o que foi estimado no processo de negociação diverge do que acontece na prática.” – aí pode ser o início de alguns problemas para a empresa.

Mas quando falamos de empresas, falamos de pessoas. Pessoas trabalhando juntas, articuladas, somando inteligências e dividindo experiências. Como é então que o profissional inserido nessas mudanças precisa se comportar para sobreviver às transformações na alta cúpula das organizações e gerar produtividade para ele e para o grupo? Qual é o perfil deste profissional do futuro?

Como diz Michel Hammer do MIT: “O segredo do sucesso não é prever o futuro. É preparar-se para um futuro que não pode ser previsto.” Edson Rodriguez vice-presidente da Thomas Brasil cita algumas características que as empresas têm buscado nestes profissionais que sobrevivem às fusões:

1. Auto Gerenciamento                5. Educação Contínua
2. Comunicação Múltipla              6. Domínio da Tecnologia
3. Negociação                             7. Foco nos Resultados
4. Adaptabilidade

Perfil do profissional digital que resiste às mudanças

E quanto a área digital, como é o perfil do profissional alinhado a essas mudanças corporativas?

Um profissional de Mídia Social teoricamente não nasce nos cursos de graduação, ele nasce da integração online, do network virtual e da paixão por se comunicar através da web.

Felipe de Morais autor do livro Planejamento Estratégico Digital comenta algumas características do profissional que resiste em qualquer ambiente corporativo: “… são eternos insatisfeitos com os resultados. Sabem que podem conseguir sempre mais. E buscam isso.”

Na área de comunicação corporativa, por exemplo, muitos defendem a ideia de que os profissionais de comunicação nas empresas e agências vão deixar de fazer jornalismo corporativo e estarão mais preocupados com estratégia. Neste caso a geração de conteúdo e informação será feita pelos demais funcionários da empresa.

Mas aí surge um detalhe – A carreira de analista de mídias sociais está em alta, e existem muitos aventureiros deslumbrados com a chance de passar o dia nas redes sociais, dizendo ter o perfil do profissional de comunicação digital. O que este profissional precisa para sobreviver às mudanças culturais na empresa e continuar fazendo sua carreira? Como ser estratégico?

Gosto muito da forma como André de Abreu coloca as competências do profissional 2.0, seja ele analista, planner, conteúdo, ou etc.

Acho que os profissionais digitais precisam saber o mínimo de cada uma das competências e áreas de conhecimento acima sim, porém as agências e empresas que se envolvem na web 2.0 necessitam de ter também um outro profissional de qualidade  de cada uma destas áreas a disposição. Caso contrário vai existir um bando de gente, tentando fazer um monte de coisa e no final, pouco disso será feito com qualidade.





Social CRM

18 06 2010

“There’s no getting around it, social media is changing CRM in big ways. Social media allows consumers to spread their thoughts about different companies, their products, and their customer experiences. Whether it’s a blog, a tweet, or a message on a FaceBook wall, consumers are making their voices heard – louder and faster than ever before.”

Tenho muito interesse em investigar como o CRM (Customer relationship management) está sendo e será afetado pelas redes sociais. Acredito que com o uso cada vez maior e mais significativo das redes e mídias sociais pelos consumidores, a maneira como as empresas irão se moldar chega mais perto de um relacionamento mais puro e rico. Consequentemente os negócios destas organizações passam a ser mais lucrativos e benéficos aos consumidores e publico em geral.

Ainda irei tratar mais deste assunto aqui no blog, por enquanto, fique com o post da Aina Neva Fiati.





Publicidade semântica

15 06 2010

A idéia da publicidade semântica é basicamente analisar informações semanticamente (entendendo o sentido de cada palavra) para entender, organizar e/ou classificar os significados dos conteúdos encontrados e dos possíveis anúncios. Assim seria possível oferecer o anúncio certo para a pessoa certa e na hora exata.

Isso significa que os anúncios semânticos possuem uma grande chance de receberem clique, já que possuem total relevância com o assunto do texto e conseqüentemente estão dentro do interesse do leitor.

Publicidade com semântica contextual:

Suponhamos que exista um anunciante de determinado produto/serviço. Este anunciante escolhe os temas relacionados com seu negócio e conseqüentemente vai ter o anúncio publicado em sites ou blogs que tratam dos temas escolhidos pelo anunciante.

Basicamente este tipo de publicidade analisa o contexto de um site ou blog e mostra um anúncio de acordo com o tema. O maior e mais conhecido exemplo disso é o Google Adsense.

Hoje muita gente pensa nesse modelo quando houve falar de publicidade semântica.

Publicidade semântica por tags

Este modelo é muito próximo do contextual. A diferença é que ao invés de cruzar o universo do anúncio e do site em que ele irá aparecer, leva em conta os significados organizados através de palavras chave.

Isso evita que um anúncio possa ser publicado indevidamente em um site onde apareça menção negativa dos conteúdos relacionados com o assunto.

Por exemplo:

Um agricultor que vende frutas, digamos manga e laranja. Os melhores lugares onde seu conteúdo possa aparecer são sites e textos que falem de dicas de saúde, a importância das frutas na alimentação, etc. Esse modelo de publicidade irá exibir os anúncios dessa empresa dinamicamente quando, em uma rede de sites ou blogs específicos, surgirem os assuntos manga ou laranja. – E ainda outros temas que podem gerar interesse do usuário pelo tema.

Agora, se algum site falar sobre crimes políticos e determinado texto citar pessoas usadas como “laranjas” para desviar atenção jurídica, o anúncio deste agricultor não irá aparecer. O mesmo acontece se surgir um texto que contenha no título o termo “cão chupando manga”.

Ou seja, a inteligência deste modelo de negócios é lidar com (tag) + (contexto) do anunciante e do site/blog, podendo oferecer informações relacionadas ao assunto escrito.

Exemplos de empresas que fazem isto: Peer39 e iSense

Publicidade em busca semântica:

Existem motores de buscas semânticas, o que pra muitos pode ser uma nova geração de buscadores. A grosso modo esses sites aplicam filtros nos conteúdos a serem encontrados e apresentam os resultados de modo organizado, agrupando-os.

Ex: Powerset e Hakia

Algumas empresas podem fazer uso desses motores de busca para aprimorar a navegação do usuário dentro do site, por exemplo, o site Trovix que aplica filtros nos resultados.

Neste caso os modelos de anúncios ainda estão muito ligados aos filtros. Um anunciante pode querer aparecer para o usuário que filtrar 1, 3, ou x opções.

Publicidade de conteúdo dinâmico:

Umas das coisas que se fala sobre web semântica é a tentativa de criar uma programação adequada para que os dados possam trafegar de maneira inteligente. O caminho para fazer isto é tornar a internet um espaço mais legível. Assim  é possível criar ferramentas que lêem a internet desta forma mais inteligente também.

Uma ferramenta aprende a ler um XML e entender onde estão posicionadas informações como preço, nome, imagem e descrição de produtos. Fazendo uma espécie de “calibragem” da ferramenta o anunciante faz uploads dessas informações para exemplificar o que a ferramenta está entendendo.  Assim a ferramenta gera o anúncio.

Para anunciar no lugar certo, a ferramenta também lê a página em que aparecerá. Se existe o nome do produto em títulos ou labels, por exemplo, ele ira oferecer o anúncio. Por último para conseguir oferecer para a pessoa certa, a ferramenta cruza dados coletados dos rastros que a pessoa deixou.

Assim, dinamicante, a ferramenta vai oferecer um anúncio publicitário em uma página adequada e para quem está interessada no assunto.

Entenda um pouco melhor deste último modelo neste vídeo da empresa Dapper.

Este trabalho foi apresentado no Digicorp, Pós de gestão da comunicação digital da Usp, na aula da Dani Bertocchi por Luciana Oliveira, André Cardoso, Cláudio Marcondes, Daniel Grossi do Futebol Opinião, Rodrigo Padron do Ponto de Desequilíbrio e “por mim”.





Boas novas digitais

11 06 2010

Após um tempo fora do radar, trago boas novas.

Nesta virada de mês deixei de fazer parte da equipe Shoestock Online e integrei o time da CDNi. Agora, passo a me dedicar ao planejamento web ao lado de grandes talentos que respiram comunicação tendo a estratégia de relacionamento web como core business.

Estar na Shoestock foi uma experiência única que me enriqueceu como poucas na vida. Cresci pessoal e profissionalmente, fiz amizades, parceiros e até vizinhos. Aprendi com diferentes pessoas em diferentes áreas. Meu sincero e imenso agradecimento a todos vocês!

Passo dado, agora o desafio é diferente. Deixo de ser cliente para atendê-los. Isso significa que as diferentes realidades agora são mais distintas, mais intensas, acontecem ao mesmo tempo e tudo se multiplica. A responsabilidade é agregar inteligência e valor em cada ação de cada cliente. O time por aqui está inserido em universo magnífico da comunicação e me sinto um aprendiz de olhos brilhando.

Acho que agora meu papel, com integrante desta agência, é encarar a responsabilidade de esclarecer o que ainda não é conhecimento natural. Ler e entender as dinâmicas e transformações da sociedade, traduzindo-as para os clientes em ações de comunicação que tragam resultados efetivos para a marca.

Somos pessoas compondo a agência, e esta precisa conhecer mercados, tendências e histórias para semear estratégias com raízes inteligentes e coletivas – permitindo o desenvolvimento de ações possíveis de serem trabalhadas à medida que a sociedade se transforma.

Temos ainda que interpretar relacionamentos gerando hubs, pontos de intersecção nas redes, traduzindo idéias, conhecimentos e linguagens da equipe interna para o cliente, do cliente para outro segmento, de um mercado novo para dentro da agência e assim por diante, alcançando resultados positivos para toda a rede.

Talvez um dos nossos papéis mais importantes seja o de educar os clientes e os mercados que se envolve, (clientes, clientes dos clientes, parceiros, fornecedores, estudantes, profissionais,…) fazendo circular conhecimento reflexivo, evitando o apego ao ferramental e passageiro. Assim o cliente pode confiar na agência e se concentrar no próprio core-business.

Conto com todos e espero surpreendê-los aqui no blog com deleites até então não vividos.








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.