Esta semana Silvio Meira esteve na CDN conversando sobre inovação, estratégias corporativas e o posicionamento das agências diante das mudanças na comunicação.
Separei aqui, três vídeos que produzimos e partes da conversa que achei interessante compartilhar com os leitores do blog da CDN Interativa:
Agências e comunicação, metamorfoses ambulantes
O mercado está em constante transformação, a imprensa brasileira já anunciou o fenômeno das redes sociais e até o presidente está incluindo o twitter em seus discursos. Com isso, nota-se que as agências de comunicação, outrora intermediadoras entre anunciantes e mídias, passam a ter um papel diferente. Papel este que não é simples consequência das redes sociais, é uma característica da horizontalização da comunicação.
O broacdast que disseminava informação de uma forma vertical e, de certa maneira imposta, está dando lugar à conectividade que permite interação entre os agentes produtores e consumidores de mídia e conteúdo. Ou seja, agora todo mundo está mais conectado e isso permite que indivíduos possam causar o mesmo impacto na rede que uma grande corporação causaria.
Inovar é questão cultural
Enquanto inovar pode parecer um produto apresentado por agências, o Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (C.E.S.A.R.), onde Silvio é cientista-chefe e coordenador do grupo de inovação, define inovação como “emitir mais e melhores notas fiscais”.
Nosso convidado também citou Peter Drucker, lembrando que “inovação é a mudança de comportamento dos agentes no mercado”. Para Silvio, essas duas definições precisam andar juntas para se atingir uma inovação de verdade. Caso contrário, ficaremos apenas no campo das ideias.
Por isso, inserir grandes empresas neste contexto atual de comunicação e fluxo de informação não é tão simples quanto possa parecer. Segundo o professor, o principal motivo é que as empresas precisam primeiramente tornar-se redes mais sociais. Outro ponto chave é descobrir com usar a estrutura hierárquica de tomada de decisão que as organizações possuem para facilitar a troca de conhecimento entre silos de modo a gerar uma construção coletiva do conhecimento.
Usando essa troca de conhecimento interna, as empresas passam a operar na chamada economia do conhecimento, economia esta que, quando bem utilizada, pode ser o diferencial estratégico tão desejado e buscado pelas companhias. Mas isso é uma questão, antes de mais nada, cultural.
Confira abaixo os vídeos da conversa:
Inovação
Estratégia
Agências e comunicação
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