A idéia da publicidade semântica é basicamente analisar informações semanticamente (entendendo o sentido de cada palavra) para entender, organizar e/ou classificar os significados dos conteúdos encontrados e dos possíveis anúncios. Assim seria possível oferecer o anúncio certo para a pessoa certa e na hora exata.
Isso significa que os anúncios semânticos possuem uma grande chance de receberem clique, já que possuem total relevância com o assunto do texto e conseqüentemente estão dentro do interesse do leitor.
Publicidade com semântica contextual:
Suponhamos que exista um anunciante de determinado produto/serviço. Este anunciante escolhe os temas relacionados com seu negócio e conseqüentemente vai ter o anúncio publicado em sites ou blogs que tratam dos temas escolhidos pelo anunciante.
Basicamente este tipo de publicidade analisa o contexto de um site ou blog e mostra um anúncio de acordo com o tema. O maior e mais conhecido exemplo disso é o Google Adsense.
Hoje muita gente pensa nesse modelo quando houve falar de publicidade semântica.
Publicidade semântica por tags
Este modelo é muito próximo do contextual. A diferença é que ao invés de cruzar o universo do anúncio e do site em que ele irá aparecer, leva em conta os significados organizados através de palavras chave.
Isso evita que um anúncio possa ser publicado indevidamente em um site onde apareça menção negativa dos conteúdos relacionados com o assunto.
Por exemplo:
Um agricultor que vende frutas, digamos manga e laranja. Os melhores lugares onde seu conteúdo possa aparecer são sites e textos que falem de dicas de saúde, a importância das frutas na alimentação, etc. Esse modelo de publicidade irá exibir os anúncios dessa empresa dinamicamente quando, em uma rede de sites ou blogs específicos, surgirem os assuntos manga ou laranja. – E ainda outros temas que podem gerar interesse do usuário pelo tema.
Agora, se algum site falar sobre crimes políticos e determinado texto citar pessoas usadas como “laranjas” para desviar atenção jurídica, o anúncio deste agricultor não irá aparecer. O mesmo acontece se surgir um texto que contenha no título o termo “cão chupando manga”.
Ou seja, a inteligência deste modelo de negócios é lidar com (tag) + (contexto) do anunciante e do site/blog, podendo oferecer informações relacionadas ao assunto escrito.
Exemplos de empresas que fazem isto: Peer39 e iSense
Publicidade em busca semântica:
Existem motores de buscas semânticas, o que pra muitos pode ser uma nova geração de buscadores. A grosso modo esses sites aplicam filtros nos conteúdos a serem encontrados e apresentam os resultados de modo organizado, agrupando-os.
Algumas empresas podem fazer uso desses motores de busca para aprimorar a navegação do usuário dentro do site, por exemplo, o site Trovix que aplica filtros nos resultados.
Neste caso os modelos de anúncios ainda estão muito ligados aos filtros. Um anunciante pode querer aparecer para o usuário que filtrar 1, 3, ou x opções.
Publicidade de conteúdo dinâmico:
Umas das coisas que se fala sobre web semântica é a tentativa de criar uma programação adequada para que os dados possam trafegar de maneira inteligente. O caminho para fazer isto é tornar a internet um espaço mais legível. Assim é possível criar ferramentas que lêem a internet desta forma mais inteligente também.
Uma ferramenta aprende a ler um XML e entender onde estão posicionadas informações como preço, nome, imagem e descrição de produtos. Fazendo uma espécie de “calibragem” da ferramenta o anunciante faz uploads dessas informações para exemplificar o que a ferramenta está entendendo. Assim a ferramenta gera o anúncio.
Para anunciar no lugar certo, a ferramenta também lê a página em que aparecerá. Se existe o nome do produto em títulos ou labels, por exemplo, ele ira oferecer o anúncio. Por último para conseguir oferecer para a pessoa certa, a ferramenta cruza dados coletados dos rastros que a pessoa deixou.
Assim, dinamicante, a ferramenta vai oferecer um anúncio publicitário em uma página adequada e para quem está interessada no assunto.
Entenda um pouco melhor deste último modelo neste vídeo da empresa Dapper.
Este trabalho foi apresentado no Digicorp, Pós de gestão da comunicação digital da Usp, na aula da Dani Bertocchi por Luciana Oliveira, André Cardoso, Cláudio Marcondes, Daniel Grossi do Futebol Opinião, Rodrigo Padron do Ponto de Desequilíbrio e “por mim”.


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