Videocasts na Oficina da Palavra

26 06 2009

Terça feira na Oficina da Palavra o papo foi sobre Videocasts com os Carlos Merigo do Brainstorm 9, Tiago Dória que agora tem uma coluna na MTV eRene de Paula do Usina / Roda e Avisa.

A conversa está gravada no podcast do Digestivo Cultural.

Diferente do primeiro dia, o assunto foi muito além do tema.

Os debatedores muito bem preparados começaram falando como foi o início de cada um no mundo das transmissões de conteúdo. Desde os textos nos blogs, os podcasts e por fim os videocasts.

Os formatos são diferentes e, como disse Rene de Paula, é “preciso observar que a forma de consumo destes conteúdos é diferente” também. Um detalhe importante é o nível de atenção que é preciso dar às diferentes transmissões. O tempo que as pessoas têm ou querem gastar consumindo os conteúdos são diferentes no rádio, na TV e na internet.

Falou-se também da dificuldade que há em editar um vídeo para colocá-lo online com qualidade. Leva tempo e dedicação. Mas ainda existem alguns vídeos feitos no estilo “uma idéia na cabeça e uma câmera na mão”.

Os públicos dos videocasts foram parte importante da discussão, pois como citou Merigo, antes havia uma “blogaguem moleque”, onde os produtores de conteúdos produziam por puro e simples prazer em fazer aquilo. Hoje a grande maioria está preocupada com ping backs, page views, SEO, anúncios, etc.

Aos poucos a conversa passou a ser a responsabilidade de se manter um conteúdo de qualidade que possa transitar da internet para TV ou do rádio para o podcast. Este foi um dos pontos chaves que ainda não possuem uma solução ou uma resposta concreta.

Muitos produtores de conteúdo em áudio sonham em levar suas produções para os veículos tradicionais, os da TV da mesma forma. Por outro lado muita gente dos veículos tradicionais quer ver os materiais que são produzidos offline ganhar o mundo e o público da internet.

A FizTV e a IdealTV foram grandes pioneiras no Brasil a tentar fazer esta ponte de veículo + conteúdo + público.

Mas será que este é o caminho?

Não me parece certo tentar simplesmente levar os conteúdos de um veículo para outro. Hoje a muita gente deixou de assistir TV para ficar navegando na internet. Ao mesmo tempo, muitos profissionais de internet estão consumindo conteúdos em diversas outras mídias.

As pessoas se comportam de maneira diferente ao interagir com determinado veículo. A interatividade que a internet tem, por exemplo, permite que o usuário assista um videocast e escreva no twitter ao mesmo tempo e, ainda fale no msn sem deixar de fazer suas buscas no Google.

Na TV não é assim que funciona. Mesmo com uma opção de mosaico para consulta de programação, por exemplo, as pessoas perdem intensidade de interação quando algo chama atenção delas.

Uma mídia não deve e nem pode replicar seu conteúdo em outro veículo pura e simplesmente. Cada espaço tem sua característica e seu público próprio. Antes de partir para um videocast, um podcast, ou qualquer outra forma de transmissão, pare e pense.

Fica a dica:

Como é possível acrescentar algo no mundo através do que você está pretendendo fazer? Videocasts, podcasts,… Escolheu?!

Este é seu canal de comunicação, e agora? Qual é seu objetivo?  Pra quem você quer falar? Qual mensagem você quer transmitir? Qual a característica do canal que você está usando? Qual a periodicidade? Pense como um produto editorial. Onde as pessoas vão consumir este conteúdo? Celular, TV, internet…?

Preocupe-se com o conteúdo e faça com paixão!








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